A razão do ser, não está naquilo que sou, mas no respeito que tenho pelos outros. – por Jorge Guilherme

Onde este caudal nos levará? Continuamos com surgimento de novas leis, onde a aplicação é uma lacuna, onde a sensibilização dos Cidadãos é omitida, onde a educação da Sociedade fica só pelas ideias, surgindo assim apenas, e só apenas a aplicação das multas. E lá continuamos, sem nunca passar da eterna idade dos “Porquês”. Deste povo de brandos costumes, que cada vez mais se guia pelas aparências, deixando a soldo os valores Humanos da boa educação, do civismo, e a valorosa humildade? Essa encontra-se em vias de extinção.

Povo este que, “POR MARES NUNCA ANTES NAVEGADOS” se deixa suportar, por falsos costumes, “embarcando” em “mares” já muito navegados e bastante conhecidos, e que a lado nenhum levam. Contudo como está na moda “é remar, é remar, que a mau porto devemos chegar!”, e pronto cá vamos, “com a cabeça entre as orelhas”, impávidos e serenos, porque com o mal dos outros posso eu bem! Mas ai Jesus se o mesmo mal me bate à porta, e aí a conversa é outra. Rapidamente se procura o indiciado, porque o nosso mal é sempre causa dos outros! Numa “VÃ GLORIA!” busco na atitude dos outros desculpas das minhas ações. “A MINHA LIBERDADE TERMINA, ONDE A DOS OUTROS COMEÇA”, e esta afirmação surge para relatar uma situação que aconteceu, de um contacto que tive com uma matilha comandada por uma fêmea Alfa, que os pobres dos canídeos, foram obrigados a aceitar. Estando eu com um grupo de amigos, mais os nossos canídeos, a efectuar um pequeno passeio de familiarização, num espaço publico, onde o Ser Humano Racional, passeia os seus amigos de quatro patas, devidamente educados e orientados (trela), eis que surge uma matilha desorientada e descontrolada, onde um dos quatro patudos dirige-se a nós, tipo “mandar vir” (ladrar) com os nossos canídeos do nosso pequeno grupo, no qual nos encontrávamos na paz do Senhor.

De seguida surge a Fêmea Alfa única intérprete da linguagem de Camões (pensava eu), com duas trelas na mão (que também vieram passear) e na sua boa competência do ser “racional” em nada agiu, contudo o elemento de quatro patas dessa matilha continuava muito activo, senhor da razão a mandar vir com os seus congéneres, que coitados estavam ali mais​ os seus donos, numa ação lúdica, e a questionarem-se pelo alarido de tal simpatia e inteligência.

Ao tomar conhecimento daquela situação, desloco-me à intérprete daquele grupo desorientado e peço-lhe encarecidamente que ao menos controle os restantes elementos da sua “quadrilha”. Resposta imediata da intérprete “não se meta comigo!” eis que estava presente perante alguém “potencialmente perigoso”, e com calma (pois perante estas situações temos sempre que a manter) pedi-lhe que orientasse mais uma vez o grupo. O qual me respondeu “os meus cães são livres, de andarem soltos, e nada tem a ver com a mal educação dos seus”, esta é a explicação dirigia-se a uns cães que estavam à trela, educados, que em nada interferiam com outros que constantemente passam naquele lugar, e por mais estranho que seja para esta senhora, até mesmo esses cães passeiam com trela.

E aqui surge o culminar do ideal do Ser Racional, onde a minha responsabilidade é o garante da minha existência. E mais se impôs tal criatura, mas quando num mundo sem regras, tenta ganhar estatuto por causas ignorantemente perdidas, que a nossa causa seja de paciência pela razão do pensamento. Por vezes a diferença entre o olhar de um cão e o do Dono, é o olhar inteligente do canídeo.

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