Jovem atropelado ao tentar escapar de bullies

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Um rapaz foi atropelado no Seixal, perto da escola Dr. Augusto Louro, enquanto tentava fugir das agressões perpetradas por um grupo de outros colegas. O episódio, que ficou gravado em vídeo, está a circular nas redes sociais desde o início desta semana, mas a “ocorrência aconteceu na semana passada”, informa Hugo Guinote, coordenador do Policiamento de Proximidade da PSP, ao PÚBLICO.

As imagens mostram um jovem a ser perseguido e agredido por um grupo de jovens. Ao tentar esquivar-se, atravessa a estrada nacional 10-2 por duas vezes, tendo sido atropelado da segunda vez.

Foto da jovem que efectuou o bullying e que originou que o rapaz fosse atropelado ao tentar escapar.

“A situação chega ao nosso conhecimento pelo atropelamento”, afirma Hugo Guinote. Só depois é que a PSP conseguiu perceber o que deu origem ao atropelamento e, com base em testemunhos e nas imagens visionadas, obtiveram a identificação dos intervenientes. “Essas identificações seguiram para o Ministério Público, que eventualmente há-de remeter para o Tribunal de Família e Menores” e “que há-de chegar à Comissão de Protecção de Crianças e Jovens local”, afirma o coordenador.

Questionada pela agência Lusa sobre a investigação desta ocorrência, a Procuradoria-Geral da República (PGR) informou que “os factos deram lugar à instauração de inquérito tutelar educativo, que corre termos na Ministério Público do Juízo de Família e Menores do Seixal”. “O inquérito tutelar educativo é de natureza reservada e encontra-se previsto na Lei Tutelar Educativa, quando estão em causa factos qualificados pela lei como crime, praticados por menor entre os 12 e os 16 anos”, afirmou a PGR, numa resposta escrita.

Do atropelamento, que ficou gravado em vídeo, não resultaram ferimentos graves. “Os ferimentos que o rapaz sofreu foram ferimentos ligeiros, de acordo com a informação que temos”, indica Hugo Guinote.

Contactada pela agência Lusa, a directora do Agrupamento de Escolas Dr. António Augusto Louro, professora Célia Dias, disse que “no dia 20 de Maio, tendo a direcção tomado conhecimento do sucedido, deu início ao procedimento disciplinar previsto na lei”. “Até ao momento, a direcção não tinha conhecimento de conflitos entre estes alunos”, referiu Célia Dias, numa resposta escrita.

Relativamente à vítima do alegado bullying que motivou o atropelamento, a directora indicou que “o aluno acidentado está a frequentar as aulas desde segunda-feira e encontra-se em recuperação”. Neste âmbito, a directora do Agrupamento de Escolas Dr. António Augusto Louro adiantou que “foi disponibilizado apoio psicológico para os alunos envolvidos”.

Fonte: Publico

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